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Coronavírus: tudo que você precisa saber.

Coronavírus: tudo que você precisa saber.

Parte 2: Epidemias, pandemias, Coronavírus e COVID-19.

Depois de destacar as principais características dos vírus no post anterior link, agora vamos falar mais especificamente das epidemias e doenças infecciosas, destacando o coronavírus e a COVID-19.

Epidemiologia

Epidemiologia é o estudo da ocorrência, distribuição e determinantes da saúde e da doença nas populações. Uma doença endêmica está continuamente presente com baixa incidência em uma população, enquanto uma doença epidêmica é aquela que aumentou para uma incidência incomumente alta em uma população. Quando essa epidemia se espalha por várias partes do mundo de maneira simultânea é chamada de pandemia.

Conceitos Importantes

A incidência é um registro de novos casos de uma doença, enquanto a prevalência é um registro do total de casos de uma doença em uma população.

Exemplos de Pandemias

As pandemias de cólera ocorrem quase constantemente nos últimos 200 anos. O controle da cólera pode ser alcançado mantendo a água potável e com medidas de saneamento básico. As pandemias de gripe também ocorrem ciclicamente. Novas cepas de influenza pandêmica resultantes de rearranjos de influenza de aves, de suínos e de humanos apresentam a maior ameaça previsível de doenças infecciosas do mundo.

“A gravidade da doença nos leva a melhor avaliar a preciosidade da saúde.”

Benedito Calheiros Bomfim

Doenças Infecciosas 

As doenças infecciosas causam morbidade (doença) e podem causar mortalidade (morte). Uma doença infecciosa segue um padrão clínico, em geral, previsível no hospedeiro. Assim, os efeitos em populações e em indivíduos devem ser estudados para entender essas doenças. As interações dos patógenos com os hospedeiros podem ser dinâmicas, afetando a evolução e a sobrevivência a longo prazo de todas as espécies envolvidas. 

As doenças infecciosas podem ser transmitidas diretamente de um hospedeiro para outro, indiretamente por vetores vivos ou objetos inanimados, ou por fonte comum (alimentos e água). Já as epidemias podem ser de pessoa a pessoa ou de uma fonte comum. Muitos patógenos existem apenas em seres humanos e são mantidos apenas pela transmissão de pessoa para pessoa. Porém, muitos outros têm reservatórios no solo, na água ou em animais. A compreensão dos reservatórios, portadores e ciclos de vida desses patógenos é crítica para o controle de epidemias.

As doenças infecciosas representam quase 25% de toda a mortalidade no mundo. A maioria dos casos dessas doenças ocorre em países em desenvolvimento. Alterações nas condições do hospedeiro, vetor ou patógeno, naturais ou artificiais, podem incentivar o surgimento explosivo ou o ressurgimento dessas patologias. Por isso, programas globais de vigilância e intervenção devem estar em vigor para evitar novas epidemias e pandemias. O controle dessas doenças pode ser realizado por medidas de saúde pública como, por exemplo, fornecimento de alimentos e água próprios ao consumo humano, controle de vetores, imunização (vacinação), quarentena e isolamento.

Isolamento e Quarentena 

Isolamento é a separação de pessoas que têm uma doença infecciosa daquelas que são saudáveis. Quarentena é a separação e a restrição de pessoas que podem ter sido expostas a uma doença infecciosa para ver se elas desenvolvem a doença. Para serem eficazes, essas medidas devem impedir que indivíduos infectados ou potencialmente infectados entrem em contato com indivíduos suscetíveis não infectados. A disseminação de certas doenças altamente contagiosas, como: febre hemorrágica do Ebola, SARS, influenza H5N1 e meningite pode ser controlada por quarentena ou isolamento à medida que os surtos ocorrem.

Vigilância

Vigilância é a observação, reconhecimento e notificação de doenças à medida que ocorrem. O objetivo geral da vigilância é formular e implementar planos para o diagnóstico, tratamento e prevenção de infecções, fornecendo informações sobre doenças ao público e a profissionais de saúde. No entanto, muitas dessas doenças, não são pesquisadas em laboratórios rotineiramente, ou podem ser doenças ligadas a patógenos novos (não havendo métodos de detecção disponíveis), o que pode levar a uma demora na notificação da ocorrência delas e da tomada de decisão para mitigar o problema gerado por elas.  

Exemplos de Doenças Infecciosas

Dentre essas doenças infecciosas destacam-se as causadas por vírus, como, por exemplo: dengue, zika, chikungunya, hepatite, AIDS, gripe, sarampo, caxumba, poliomielite, raiva, rubéola, febre amarela, ebola, varíola, varicela, herpes, SARS, MERS e é claro COVID-19.

Coronavírus

A COVID-19 (Coronavirus disease-2019, doença coronavírus em português) é causada por coronavírus, que são vírus de RNA com cerca de 150 nm de diâmetro. Eles são envelopados e contêm picos de glicoproteínas em forma de taco em suas superfícies, dando ao vírus a aparência de ter uma “coroa” (corona em latim). As infecções causadas por coronavírus são comuns em humanos e em animais, incluindo cerca de 30% de resfriados comuns e doenças mais graves como MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio) e SARS (síndrome respiratória aguda severa).

Patogênese e Quadro Clínico

O coronavírus comum do resfriado causa uma variedade de infecções respiratórias, que são restritas aos epitélios ciliados do nariz e da traquéia. As reinfecções são frequentes, a variabilidade antigênica do vírus pode ser um fator contribuinte para isso. Vários coronavírus entéricos com morfologias semelhantes aos tipos respiratórios também foram descritos em humanos. Sua patogenicidade (contribuição para a diarreia) ainda não foi totalmente esclarecida. O vírus que causa SARS é transmitido principalmente pelo ar com um tempo de incubação de 2 a 10 dias. Clinicamente, observa-se febre e falta de ar acentuada, evoluindo para pneumonia atípica grave, que pode levar a morte. 

Diagnóstico

O coronavírus do resfriado comum pode ser cultivado em culturas de células humanas. Isolar os vírus para fins de diagnóstico não é rotineiro. Também pode-se usar sorologia (detecção dos anticorpos, formados após o contato com o vírus) e microscopia eletrônica (visualização do vírus). O vírus causador da SARS pode ser identificado por PCR (Reação em cadeia da polimerase, detecção do material genético do vírus) ou isolado em células.

Importante saber o passado para entender o futuro. 

SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa)

A epidemia de SARS-CoV, vírus causador da SARS, que ocorreu no início dos anos 2000, é um excelente exemplo da aplicação bem-sucedida dos princípios da epidemiologia. Como muitas outras doenças que emergem rapidamente, a SARS era viral e originada em animais. Tais características têm o potencial de desencadear doenças explosivas em humanos quando os agentes infecciosos atravessam as barreiras das espécies hospedeiras, ou seja, começa a causar doença em uma nova espécie, logo nenhum indivíduo terá imunidade, pois nunca houve contato entre esse novo patógeno e essa espécie. Assim, todos são potencialmente susceptíveis à doença.

A epidemia de SARS começou em novembro de 2002, como um surto de pneumonia atípica, que ocorreu na cidade de Guangzhou, no sul da China. Em fevereiro de 2003, o mundo foi alertado sobre a doença pulmonar, pouco antes de escapar da China, quando um residente de Guangdong infectado foi para Hong Kong e transmitiu a doença aos hóspedes do hotel que estava hospedado, logo após a SARS já havia se espalhado por 28 países. As viagens globais forneceram o principal veículo para a sua disseminação.

A causa da SARS foi rapidamente atribuída a um coronavírus derivado de uma fonte animal. Esse coronavírus chegou aos humanos por meio do civeta (um felino noturno) que aparentemente adquiriu o vírus consumindo frutas contaminadas por fezes de morcegos. O SARS-CoV, provavelmente, evoluiu durante um longo período de tempo em morcegos e desenvolveu, por acidente, a capacidade de infectar civetas e depois humanos. Ele é um vírus relativamente resistente e muito infeccioso, difícil de conter.

Uma vez em humanos, se espalha rapidamente de pessoa para pessoa, espirrando e tossindo ou pelo contato com fômites (qualquer objeto inanimado ou substância capaz de absorver, reter e transportar organismos infecciosos, de um indivíduo a outro) ou fezes contaminadas. Com o uso de ribavirina e terapia intensiva, a mortalidade geral da SARS foi de aproximadamente 10%. Em pessoas acima de 65 anos, a taxa de mortalidade se aproximava de 50%. Cerca de 20% de todos os casos de SARS foram em profissionais de saúde, demonstrando a alta infectividade do vírus.

O reconhecimento e a contenção do surto de SARS foram o início de uma resposta internacional envolvendo médicos, cientistas e funcionários públicos. Quase imediatamente, as viagens de e para a área endêmica foram restritas. SARS-Cov foi rapidamente isolado e cultivado, e seu genoma foi rapidamente sequenciado. Essa informação foi usada para desenvolver testes de PCR para detectar o vírus nas amostras. À medida que o trabalho de laboratório progredia, os epidemiologistas rastrearam o vírus até a fonte inicial: o civeta e interromperam a transmissão para humanos restringindo a venda deles. Essas ações coletivamente interromperam o surto.

A SARS é um exemplo de uma infecção grave que emergiu muito rapidamente de uma fonte única. No entanto, a rápida identificação e caracterização do patógeno da SARS, o desenvolvimento quase instantâneo de procedimentos de notificação e testes de diagnóstico em todo o mundo e um esforço comprovado para entender a biologia e genética desse novo patógeno controlaram a doença; não há casos de SARS desde o início de 2004. Assim, o rápido surgimento da SARS e o esforço internacional igualmente rápido e bem-sucedido para identificar e controlar o surto fornecem um modelo para o controle de epidemias emergentes.

MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio)

À medida que as viagens e o comércio internacional se expandem, aumentam as chances de propagação e rápida disseminação de novas doenças exóticas. Por exemplo, uma doença viral do tipo SARS emergiu rapidamente na Arábia Saudita e em países vizinhos, causando sintomas graves (e em alguns casos fatais) semelhantes aos da SARS. Esse vírus, chamado de MERS-CoV, causador da MERS, é um coronavírus que apareceu subitamente e pode ser transmitido rapidamente de pessoa para pessoa.

Ele foi identificado pela primeira vez como a causa de casos graves de pneumonia em 2012. O primeiro surto ocorreu na Arábia Saudita e depois se espalhou por viajantes para outros países árabes e para a Europa. Uma equipe de investigação viajou para a Arábia Saudita para observar o surto do MERS-CoV e relatou que o vírus se espalhou facilmente de paciente para paciente em três unidades de saúde diferentes. Profissionais de saúde também foram infectados. O tempo de incubação da infecção é de aproximadamente 5 dias, com rápida disseminação para o próximo hospedeiro.

O MERS-CoV é altamente virulento e se espalha facilmente em ambientes de saúde, por meio de gotículas no ar. Assim, os estabelecimentos de saúde que atendem pacientes com MERS-CoV estão em alerta máximo para proteger os trabalhadores e os pacientes da disseminação desta doença. Que continua ocorrendo até hoje. A  taxa de mortalidade da MERS é de aproximadamente 35%. Já os estudos moleculares apontam que o MERS-CoV se originou em morcegos e tem os camelos como hospedeiro intermediário.

O que fazer…

Devido a esses desafios, epidemiologistas e profissionais de saúde devem se preparar para o surgimento de outras doenças infecciosas graves, incluindo a gripe pandêmica em particular ou outras doenças causadas pelo coronavírus como é o caso da COVID-19. 

COVID-19

Informações sobre COVID-19 ainda não fazem parte de livros da área da saúde, por se tratar de um assunto totalmente novo. Então, esse post se baseou em artigos científicos, publicados em língua inglesa, buscados no banco de dados do PubMed até a data de 08/04/2020. Na busca, utilizou-se as palavras-chave: Covid-19 and review, resultando em 298 artigos. Ao buscar-se apenas a palavra-chave Covid-19 o resultado foi de 3075 artigos. Esses dados demonstram como a pesquisa científica está bastante atuante na busca de respostas para essa problemática. Já que a maioria desses estudos são do ano de 2020.

Além dos artigos científicos o site da OMS é um excelente recurso, com informações bastante atualizadas e de fácil compreensão, incluindo o vídeo a seguir:

O novo coronavírus denominado síndrome respiratória aguda grave coronavírus-2 (SARS-CoV-2) foi isolado de amostra do trato respiratório inferior dos casos de pneumonia grave que surgiram em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, China. O atual surto de infecções por SARS-CoV-2 é denominado COVID-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A COVID-19 se espalhou rapidamente pelo mundo, por isso a OMS declarou oficialmente uma pandemia em 11 de março de 2020.

Assim como os vírus causadores da SARS e da MERS, o SARS-CoV-2 também tinha como seu hospedeiro natural o morcego, porém o hospedeiro intermediário ainda não foi totalmente esclarecido. Estima-se que a taxa de mortalidade da COVID-19 seja de aproximadamente 3%, o menor valor quando comparado com a SARS e a MERS. Porém a COVID-19 espalhou-se mais rapidamente pelo mundo em comparação a essas duas doenças, apresentando um maior número total de casos e de mortes.

Os sintomas mais comuns são: febre, tosse, falta de ar, aperto/dor no peito, mialgia (dor muscular) e fadiga. Os sintomas menos frequentes incluem: dor de cabeça ou tontura, diarréia, náusea e vômito.

As principais comorbidades dos casos fatais incluem: hipertensão, diabetes, doença cardíaca coronária, infarto cerebral e bronquite crônica. Assim, pacientes que apresentem essas patologias são mais susceptíveis a desenvolver quadros graves e consequentemente óbito. Porém, casos fatais também já foram observados em jovens saudáveis.

As transmissões de pessoa para pessoa foram descritas com tempos de incubação entre 2 a 10 dias, facilitando sua propagação por gotículas, mãos ou fômites. Enquanto que, a transmissão por contato, como o contato com as mucosas oral, nasal e ocular, pela saliva e por rota fecal-oral também é bastante provável. 

Os SARS-CoV, MERS-CoV ou HCoV (coronavírus humanos endêmicos) podem persistir em superfícies inanimadas como metal, vidro ou plástico por até 9 dias, mas podem ser inativados eficientemente por etanol de 62-71%, peróxido de hidrogênio a 0,5% ou hipoclorito de sódio a 0,1% em 1 minuto de exposição a esses produtos. Assim, acredita-se que o SARS-CoV-2 apresente esse mesmo nível de resistência. Outro estudo realizado com coronavírus mostrou que a limpeza instantânea das mãos com uma toalha úmida embebida em água contendo 1% de sabão em pó, 0,05% de cloro e 0,25% de hipoclorito de sódio removeu 98,36%, 96,62% e 99,98% do vírus das mãos, respectivamente. Também máscaras N95, máscaras médicas e máscaras caseiras feitas de papel toalha com 4 camadas e de tecido de 1 camada podem bloquear mais de 95% dos aerossóis com vírus. 

Tratamento: Ainda não há um consenso sobre qual medicamento utilizar nos pacientes com COVID-19, porém vários medicamentos antivirais, anti-inflamatórios e anti-malária vem sendo testados como, por exemplo: remdesivir, lopinavir/ritonavir, favipiravir, ribavirina, niclosamida, interferon-ɑ, tocilizumab, fosfato de cloroquina e cloroquina, assim como o plasma convalescente (de pacientes que já se curaram da COVID-19) todas essas opções podem ser eficazes, entretanto estudos mais conclusivos são necessários. Além disso, existe um grande esforço para o desenvolvimento de vacinas.

Como ainda não existem terapias específicas disponíveis para o SARS-CoV-2, a contenção precoce e a prevenção de propagação serão cruciais para interromper o surto em andamento e controlar esse novo patógeno.

De acordo com o status atual, bloquear a transmissão, o isolamento, a proteção respiratória e ocular e a higiene das mãos são as estratégias de gestão urgentes contra esse vírus. Visto que, as medidas preventivas, como uso de máscaras, práticas de higiene das mãos, distanciamento social, detecção dos casos, rastreamento de contatos, isolamento e quarentena foram táticas bem-sucedidas de resposta ao surto adotadas pelo governo chinês, podendo ser copiadas por outros países, de acordo com sua situação nacional como formas de reduzir a transmissão do vírus. Também ocorreu o fechamento dos mercados de animal vivo na China o que pode diminuir a probabilidade de ocorrência de outro surto zoonótico. 

Por fim, a transparência e o acesso a todas as informações relacionadas ao surto são essenciais para evitar informações erradas e a falta de transparência o que permite que rumores, especulações e informações incorretas se espalhem, promovendo racismo, precauções públicas incorretas e medos sem precedentes em torno da COVID-19. Por isso, quanto maior o grau de informação de qualidade disponível à população menor será o pânico. 

Dúvidas, sugestões, contribuições… Deixe aqui seu comentário!

Referências das Partes 1 e 2

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